quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A MULHER DE ROXO




A lendária mulher de roxo "direcionado aos baianos com mais de 30 ou 40 anos certamente vão se lembrar da figura"

""Sempre de roxo, com roupas que lembravam o hábito usado pelas freiras, ela costumava perambular e dormir pela Rua Chile e imediações. Teria nascido em 1917 e morrido em 1997, aos 80 anos. Dizem que foi moça instruída, de boa família e que teria enlouquecido por causa de uma grande desilusão amorosa. O final da vida da Mulher de Roxo foi triste, assim como a sua imagem em vida, marcada pelo abandono de todas as coisas.


A história de Florinda Santos, a conhecida Mulher de Roxo, se transformou numa lenda urbana, uma figura mitológica conhecida por todos da localidade. Não importava se o dia era de chuva ou de sol, ela nunca faltava. Era só as portas do comércio da Rua Chile abrirem e dona Florinda já se encaminhava para a entrada da Slopper. Vestida com roupa de veludo violáceo, iniciava o ritual diário. Andava de um lado para o outro, falava sozinha e sempre pedia dinheiro. Tudo com muita educação. Afinal, dizia-se que a Mulher de Roxo, personagem dos tempos diários do centro da cidade, vinha de boa família.

Andava descalça com longas mantas, um torço e um enorme crucifixo. Tudo isso dava a ela um ar meio santo, meio louco, meio andarilho e meio mendigo. Algumas vezes a dama desfilou com uma roupa de noiva, com direito a buquê, véu e grinalda. Com todos esses componentes cênicos, contraditórios e demasiadamente humanos, a mulher de roxo despertou sentimentos em toda a cidade, medo e respeito, pena e carinho.

Qual sua origem? Poucos sabem direito. Uns defendem a tese de que havia perdido a fortuna e enlouquecido; outros apregoavam que teria visto a mãe matar o pai e depois suicidar-se; terceiros garantiam, ainda, que ela perdera a filha de consideração e a casa, na Ladeira da Montanha, numa batalha contra o jogo. Outros ainda contam que ela enlouqueceu porque teria sido abandonada no altar. Em outros depoimentos,. aparece como uma bela mulher, a mais cortejada dentre as freqüentadoras do chá no final da tarde na Confeitaria Chile e como ex-professora em Paripe. Florinda, que nunca contou a ninguém, sua verdadeira história, perambulava com suas vestes roxas, inspiradas nas roupas das suas santas de devoção.
Vestida de freira, circulava livremente pela rua mais badalada de Salvador. A estranha indumentária, que incluía ainda um grande crucifixo, a transformou na Mulher de Roxo, a principal lenda urbana da capital. Foi assim que Florinda, a mendiga que jurava ser rica, passou a ser a personagem lendária, surgida, do nada, em frente à loja Sloper, nos anos 60 do século XX, em Salvador. Quando se enfeitava, com maquiagem forte no rosto e nos lábios, ela usava o espelho retrovisor dos automóveis estacionados. Como sanitário, servia-lhe qualquer território mais calmo. A Rua Chile era sua verdadeira casa, seu mundo, seu reinado. A intimidade com a rua era tão grande que ela sempre andava descalça. Na fachada da loja Sloper, localizava-se o seu trono de sarjeta. Na Rua Chile, chegava sempre muito cedo, circulava pelo centro e só recolhia o seu saco preto ao meio-dia, quando almoçava. Ao final do dia, voltava, andando, ao albergue noturno da prefeitura, situado na Baixa dos Sapateiros.
Muitas reportagens foram publicadas na época sobre a mulher de roxo ou dama de roxo. O jornalista Marecos Navarro gravou uma entrevista exclusiva com ela e é um dos raros documentos em que é possível ouvir a voz de Florinda. Em 1985 o cineasta baiano Robinson Roberto documentou um vídeo em Super 8 em que a mulher de roxo diz morar no albergue há três anos, e revela pertencer à família Rainha Princesa. Foi também personagem retratado na Galeota Gratidão do Povo, painel de 160 metros quadrados pintado por Carlos Bastos, que decora o plenário da Assembléia Legislativa.

Ela era tão cinematográfica que até inspirou um personagem do cineasta Glauber Rocha no filme O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969). A moça de manta roxa do filme era baseada na lenda viva da Rua Chile. Ela também inspirou o documentário A Mulher de Roxo, produzido pelo Pólo de Teledramaturgia da Bahia. O vídeo de 12 minutos, dirigido por Fernando Guerreiro e José Américo Moreira da Silva, mistura documentário e ficção. Haydil Linhares é uma das atrizes que vive Florinda Santos, a Mulher de Roxo.
A personagem lendária da Rua Chile hoje é só lembrança. Se em vida foi famosa ou anônima, rainha ou plebéia, foi uma lenda urbana de Salvador. Enclausurada em si mesma, ninguém conheceu sua verdadeira história, de riqueza ou pobreza, de princesa abandonada no altar ou professora. Talvez ela fosse tudo que sempre queria – uma personagem lendária que sobrevive no imaginário popular. Longa vida para essa dama/santa com sua aura de mistério."
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Eu sempre guardei nas palavras os meus desconcertos.
(manoel de barros).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PEDRO E AS ONDAS DO MAR DA GALILÉIA (Mt 14, 22-33)

PEDRO DUVIDA, MAS A FÉ O SALVA

Depois da multiplicação dos pães e dos peixes, os discípulos se dirigem ao outro lado do Mar da Galiléia, enquanto Jesus se ausenta e vai orar sozinho no alto do monte. Nos Evangelhos encontramos com frequencia o Senhor rezando, especialmente em Lucas. Certamente os discípulos e as primeiras comunidades cristãs se impressionavam. Quem sabe o que pensavam com aquele relacionamento entre o Filho e o Pai!
É noite velha, os discípulos estão sem Jesus a a barca balouçando medonhamente sobre ondas raivosas. Duas solidões bem diferentes: Cristo na solidão da montanha envolto nos arbustos e pedras do deserto, os discípulos envoltos e medrosos no meio da borrasca do mar galileu. É a segunda vez que se encontram em tal situação (Cfr Mt 8, 23-27) Estes se borrando de medo, Jesus conversando com o Pai, pedindo forças par levar a bom termo a Missão. Em Mt 8, o Mestre estava presente, mas dormia. Aqui está ausente e a noite longa, tenebrosa e incerta vai passando na luta contra o agito da ondas e o vento contrário.
Madrugadinha. Jesus aparece caminhando sobre as àguas. Não é reconhecido e o medo aumenta, pois julgam-no um fantasma. O temor teria talvez, desaparecido se ao menos tivessem lembrado do Salmista que escrevera no S. 76,20: tua estrada se abriu no mar, teus caminhos na meio das àguas. E Jesus logo se faz ouvir: coragem, sou Eu, não temais. Aquela voz amiga tantas vezes escutada foi um alívio àqueles homens corjosos e ao mesmo tempo medrosos. Mas, a dúvida continua e Pedro, sempre o mesmo Pedro, pede uma prova mais objetiva: ele deve caminhar sobre as àguas e acreditara.
Nenhum problema, diz certamente Jesus. E Pedro pula dentro das ondas, mas logo começa a duvidar, o medo aumenta e aos gritos começa a afundar.  Continua...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VOCÊ SABIA?



Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.

No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.

E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

(História contada no Museu do Homem do Nordeste).

Não basta beber, tem que conhecer!



sexta-feira, 29 de julho de 2011

DOM BOSCO:UM MENINO DIFERENTE

UM PROFETA E SEU PROJETO

Joãozinho Bosco (1815-1888), desde cedo, foi um menino diferente, não só entre os irmãos, mas no meio dos colegas. Inteligente, estudioso e temente a Deus, sua maneira de ser e agir se impunha naturalmente sobre os demais colegas que o respeitavam e tinham como líder. A mãe logo que soube das intenções do filho quanto ao futuro, tentou incentivá-lo. Seu caçula desejava ser padre, um
sacerdote que não conhecesse apenas o prédio de sua igreja e o sacristão, nem andasse de olhos sisudos, sempre dirigidos para o chão, como quem tinha medo do mundo e dos homens. Não lhe interessava ser um homem hermeticamente fechado em seu hábito de monge. Queria ser alguém que não impusesse medo aos meninos e jovens, se aproximasse deles como amigo para ajudá-los em suas dificuldades materiais e espirituais.
 medida que conhecia melhor a situação em que se encontrava a juventude aumentava a angústia do jovem Bosco começou. Novel sacerdote, quanta tristeza não sentia ao observar
P. Antenor de Andrade Silva, sdb.
1tantos jovens destruídos física e moralmente, ainda nos primeiros anos de idade. Aquela situação degradante e aviltante atingia profundamente os sentimentos e o coração do padre Bosco. Tornou-se de tal modo impressionado pelas cenas que via todos os dias, que resolveu dedicar toda sua vida à causa da juventude pobre e abandonada. O relacionamento que tentaria construir com os moços basear-se-ia na aproximação, no diálogo, na preocupação constantes, tentando compreendê-los em seus problemas.
Perambulavam ou se acotovelavam nas imediações de Porta Palazzo, um dos bairros de Turim camelôs ambulantes, vendedores de fósforos, engraxates, limpa-chaminés, moços encarregados de cocheiras, distribuidores de volantes, carregadores, todos pobres meninos que sobreviviam daqueles magros negócios.
O ajuntamento de rapazes e trabalhadores adultos, gerava nas cidades o problema demográfico das massas humanas, impulsionadas pelo início da industrialização, o novo motor da história que viria transformar com sua tecnologia revolucionária o ritmo da sociedade universal.
Pouco a pouco o filho de Margarida Occhiena conscientizava-se que tinha sido chamado por Deus para cumprir uma missão especial no meio da juventude. Sua vida passou a ser dominada pela incessante presença do divino. «Nele era profunda e constante a consciência de ser instrumento do Senhor para uma missão singularíssima».
A existência do futuro santo de Turim foi realmente uma total doação àqueles que ele chamava a parte mais frágil da humanidade. Até ao final de seus dias, cumpriu inexoravelmente o propósito de se consumir por eles. Nos últimos anos tornara-se muito difícil confessar, dado o cansaço que o acometia, a falta de forças que toda uma vida de esforços constantes lhe consumira. Uma ocasião em 1886, seu médico sugeriu ao secretário particular, Pe. Carlos Viglietti (1864-1915) que lhe dissesse que parasse um pouco. Ele, rindo responde: «Êh, meu caro, se ao menos não confesso os jovens, que farei então? Prometi a Deus que até o meu último respiro seria para meus pobres jovens». (P. Antenor de Andrade)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A MÚSICA DOS JOVENS SE ESCUTA COM O CORAÇÃO

Hoje - Quarta-feira, 20 de julho de 2011Quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dom Bosco: O Santo da Juventude


Hoje, comemorasse o dia de Dom Bosco, conhecido como O Santo da Juventude.

Frases de Dom Bosco aos Jovens

''Em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível do coração, e tirar bom proveito''.

''Meus caros jovens, eu vos amo de todo coração, basta-me saber que sois jovens para que vos ame profundamente''.

''Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação''.

''Fiz tudo quanto soube e pude pelos jovens, que são o amor de toda minha vida''.

''Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados... Que, sendo amados nas coisas que lhe agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhe agradam...''

"Ganhai o coração dos jovens por meio do amor", "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."