* NOS DIAS 24, 25 e 26 DE AGOSTO TEREMOS NO INSAF (BONGI) A JORNADA DA FAMÍLIA SALESINA.
INÍCIO 19h30.
P.Fábio José de Farias será o conferencista.
* NO DIA 17 DE OUTUBRO TEREMOS A ROMARIA SALESIANA.
INÍCIO DA CAMINHADA: O8h00, SAINDO DA IGREJA NOSSA SENHORA APARECIDA EM JABOATÃO.
( P. Antenor).
terça-feira, 17 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Confiar-se à ação intercessora de Maria, indica Papa
Pontífice rezou o Angelus este domingo com os peregrinos em Castel Gandolfo
ROMA, domingo, 15 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI indicou neste domingo que os católicos confiem-se a Maria, que, assunta ao céu, continua a realizar sua missão de intercessão e salvação. O Papa dirigiu-se aos peregrinos ao meio-dia de hoje, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, para rezar com eles o Angelus.
Segundo Bento XVI, na Solenidade da Assunção da Mãe de Deus ao Céu, celebra-se “a passagem da condição terrena à bem-aventurança celeste daquela que gerou na carne e acolheu na fé o Senhor da Vida”.
O significado desta festa está contido no documento de definição do dogma, a constituição apostólica Munificentissimus Deus, de Pio XII: "A Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, concluída sua vida terrena, foi assunta ao céu na glória celeste em corpo e alma".
“Artistas de todas as épocas pintaram e esculpiram a santidade da Mãe do Senhor, adornando igrejas e santuários. Poetas, escritores e músicos renderam honras à Virgem com hinos e cantos litúrgicos”, disse o Papa.
De acordo com o pontífice, “do Oriente ao Ocidente, a Santíssima é invocada como Mãe Celeste, que traz o Filho de Deus nos braços e a cuja proteção toda humanidade encontra refúgio com a antiga oração: ‘À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mais livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita’”.
“Caros irmãos e irmãs – afirmou o Papa –, “confiemo-nos a Maria, que – como afirmava o Servo de Deus Paulo VI – ‘assunta ao céu, não renunciou à sua missão de intercessão e salvação’".
“A Ela, guia dos apóstolos, sustento dos mártires, luz dos Santos, dirigimos nossa oração, suplicando que nos acompanhe nesta vida terrena, nos auxilie a nos voltarmos para o Céu e nos acolha um dia junto de seu Filho Jesus.”
Segundo Bento XVI, na Solenidade da Assunção da Mãe de Deus ao Céu, celebra-se “a passagem da condição terrena à bem-aventurança celeste daquela que gerou na carne e acolheu na fé o Senhor da Vida”.
O significado desta festa está contido no documento de definição do dogma, a constituição apostólica Munificentissimus Deus, de Pio XII: "A Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, concluída sua vida terrena, foi assunta ao céu na glória celeste em corpo e alma".
“Artistas de todas as épocas pintaram e esculpiram a santidade da Mãe do Senhor, adornando igrejas e santuários. Poetas, escritores e músicos renderam honras à Virgem com hinos e cantos litúrgicos”, disse o Papa.
De acordo com o pontífice, “do Oriente ao Ocidente, a Santíssima é invocada como Mãe Celeste, que traz o Filho de Deus nos braços e a cuja proteção toda humanidade encontra refúgio com a antiga oração: ‘À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mais livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita’”.
“Caros irmãos e irmãs – afirmou o Papa –, “confiemo-nos a Maria, que – como afirmava o Servo de Deus Paulo VI – ‘assunta ao céu, não renunciou à sua missão de intercessão e salvação’".
“A Ela, guia dos apóstolos, sustento dos mártires, luz dos Santos, dirigimos nossa oração, suplicando que nos acompanhe nesta vida terrena, nos auxilie a nos voltarmos para o Céu e nos acolha um dia junto de seu Filho Jesus.”
sábado, 14 de agosto de 2010
PENSAMENTOS DE DOM BOSCO
Dom Bosco e a Oração
"Quem reza ocupa-se da coisa mais importante de todas".
"A oração é uma companhia inseparável da vida cristã ".
"A oração é o primeiro alimento do espírito, como o pão é o alimento do corpo. Há que rezar com uma ilimitada esperança de ser ouvidos"
"Quem não reza não persevera na virtude. Santo Agostinho diz: "Quem aprende a rezar bem, aprende a viver bem".
"Quando rezares observa uma ordem nos pedidos: pede em primeiro lugar os bens espirituais, o perdão dos pecados, a luz para conhecer a vontade de Deus, a força para te manteres na sua graça; depois pede a saúde física, a bênção para a tua família, o afastamento das desgraças e a segurança de um trabalho...".
"Enquanto jogais, nas conversas ou em outro passatempo, elevai algumas vezes a mente para o Senhor oferecendo-Lhe aquelas acções".
"A oração é para o sacerdote como a água para o peixe, o ar para o pássaro e a fonte para o cervo".
"A oração é como uma arma que devemos sempre ter pronta para nos defender no momento do perigo". - "A oração faz violência ao coração de Deus". - "É com a oração e o sacrifício que se prepara a acção". - "Em cada manhã entregai a Deus as ocupações do dia".
"Quem reza ocupa-se da coisa mais importante de todas".
"A oração é uma companhia inseparável da vida cristã ".
"A oração é o primeiro alimento do espírito, como o pão é o alimento do corpo. Há que rezar com uma ilimitada esperança de ser ouvidos"
"Quem não reza não persevera na virtude. Santo Agostinho diz: "Quem aprende a rezar bem, aprende a viver bem".
"Quando rezares observa uma ordem nos pedidos: pede em primeiro lugar os bens espirituais, o perdão dos pecados, a luz para conhecer a vontade de Deus, a força para te manteres na sua graça; depois pede a saúde física, a bênção para a tua família, o afastamento das desgraças e a segurança de um trabalho...".
"Enquanto jogais, nas conversas ou em outro passatempo, elevai algumas vezes a mente para o Senhor oferecendo-Lhe aquelas acções".
"A oração é para o sacerdote como a água para o peixe, o ar para o pássaro e a fonte para o cervo".
"A oração é como uma arma que devemos sempre ter pronta para nos defender no momento do perigo". - "A oração faz violência ao coração de Deus". - "É com a oração e o sacrifício que se prepara a acção". - "Em cada manhã entregai a Deus as ocupações do dia".
Pensamento
* "QUANDO NÃO CONSEGUIMOS TIRAR DA CABEÇA QUE ALGUÉM NOS FERIU, ESTAMOS SOMENTE REAVIVANDO A FERIDA, TORNANDO-A MUITAS VEZES BEM MAIOR DO QUE ERA NO INÍCIO E TRANSFORMANDO-A EM MÁGOA".
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A SITUAÇÃO DA DEFESA DA VIDA
sdv@pesquisasedocumentos.com
DIFUNDA ESTA MENSAGEM.
EXPLIQUE A SEUS CONTATOS QUE A
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO É
NECESSÁRIA PARA A DEFESA DA VIDA.
===========================================
FANTÁSTICO DENUNCIA O ABORTO NO BRASIL
===========================================
APRESENTAÇÃO E RESUMO
Domingo à noite, dia primeiro de agosto de 2010, o programa
"Fantástico", transmitido pela Rede Globo de Televisão,
irradiou uma matéria na qual era abordada a questão do aborto
clandestino no país.
Apesar de parecer que o programa tivesse sido elaborado para denunciar
o problema, é importante que o público perceba claramente que a
reportagem nada mais foi do que o apoio, por parte da emissora, ao
projeto do governo Lula, comprometido com interesses internacionais,
de promover o aborto no Brasil.
Esta mensagem explica e fundamenta por que o principal objetivo do
programa não era denunciar a prática do aborto. Não é a primeira
nem a última vez que a mídia e o governo brasileiro tentam promover o
aborto por estes meios. A estratégia utilizada pela Rede Globo foi
elaborada nos anos em 1990 em Nova York pela Fundação Ford,
implementada pela ONU e seguida fielmente pelo governo Lula.
===========================================
O ABORTO COMO PROBLEMA DE SAÚDE
PÚBLICA: COMO ENGANAR O POVO
BRASILEIRO
===========================================
Na noite do primeiro domingo agosto de 2010, o programa
"Fantástico", transmitido pela Rede Globo de Televisão,
transmitiu uma reportagem na qual eram exibidas cenas tomadas em
clínicas de aborto clandestinas, revelando o envolvimento de policiais
que protegem o crime, a conivência do Conselho Federal de
Medicina, que só pune o médico que pratica aborto em caso de
reincidência, e a permissividade das autoridades que permitem a venda
ilegal de drogas abortivas.
Tentou-se manter pouco visível para o público que este programa
fazia parte de uma série de outros que a Rede Globo vem
apresentando, como o veiculado pelo mesmo Fantástico no dia
10/6/2010, nos quais o aborto é sistematicamente apresentado
como um problema de saúde pública.
É fato conhecido que apresentar o aborto como problema de saúde
pública é a estratégia utilizada pelo nosso governo para promover
não só a legalização do aborto, como também o reconhecimento desta
prática como um direito.
Quando o governo insiste que o aborto deve ser considerado um problema
de saúde pública, o que se quer dizer é que sua prática não mais
deve ser considerada como uma questão de direito penal, o que, dito
em outras palavras, significa o mesmo que sustentar que a prática do
aborto não deve ser proibida por lei. Ora, segundo o próprio
direito, tudo o que não é explicitamente proibido pela lei é direito
dos cidadãos.
É o que fez o governo Lula em 2005, ao reconhecer perante a
ONU, em documento oficial, o aborto como um direito humano das
mulheres e em seguida afirmando-se comprometido a revisar a
legislação punitiva para as mulheres que praticam o aborto, conforme
consta nas páginas nona e décima do "SEXTO INFORME PERIÓDICO DO
BRASIL" apresentado pelo governo brasileiro em agosto daquele ano ao
Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra a
Mulher.
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/cedaw.pdf
É o que fez também o governo Lula ao instalar, em 2005, uma
Comissão Tripartite estabelecida com o propósito, segundo afirma em
documento oficial, "DE EXAMINAR O TEMA DO ABORTO E APRESENTAR UMA
PROPOSTA PARA REVISAR A LEGISLAÇÃO PUNITIVA DO ABORTO". Em parceria
com a ONU, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para
Mulher (UNIFEM) e com o Fundo de População das Nações
Unidas (UNFPA), a Comissão pretendeu demonstrar ao público
"O DESCOMPASSO DO LEGISLADOR BRASILEIRO PERANTE A LEGISLAÇÃO DO
ABORTO E A INCONSTITUCIONALIDADE DA CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO" e
passou a defender não mais a simples legalização do aborto, mas a
própria "INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER CRIMINALIZAÇÃO DO
ABORTO". Como conseqüência dos trabalhos da Comissão
Tripartite, o governo Lula, através da Secretaria da Política
das Mulheres, depois da aprovação pessoal do próprio presidente,
apresentou ao Congresso Nacional o substitutivo do PL
1135/91, cuja relatora e aliada do governo na Câmara veio a
ser a então deputada federal Jandira Feghali, projeto que, em seus
primeiros artigos, DEFINIA O ABORTO COMO UM DIREITO e nos seus últimos
artigos REVOGAVA TODOS OS ARTIGOS DO CÓDIGO PENAL QUE DEFINIAM O
ABORTO COMO UM CRIME, tornando-o com isso, caso o projeto viesse a
ser aprovado, LEGAL DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, DESDE A
CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO, e posicionando o Brasil como a
nova e espetacular referência emergente no cenário internacional na
difusão da Cultura da Morte.
Na realidade, definir o aborto como um problema de saúde pública,
retirando-o da esfera penal, é o primeiro passo para defender e
promover esta prática como um direito, que é o objetivo que realmente
se pretende com esta política.
O governo brasileiro, ao adotar esta postura, entretanto, nada mais
está fazendo do que seguir o relatório programático estabelecido em
1990 pela Fundação Ford, conhecido como "REPRODUCTIVE
HEALTH: A STRATEGY FOR 1990S" (Saúde Reprodutiva, uma
Estratégia para os anos 90), no qual estimava-se que, para
alcançar o crescimento populacional zero, não seria suficiente apenas
a oferta de serviços médicos, mas seria necessário em primeiro lugar
a promoção das mudanças sociais necessárias pelas quais as mulheres
poderiam ser motivadas a não desejar ter filhos o que, segundo a
Fundação, não era um problema que pudesse ser resolvido pela classe
médica, mas pelos especialistas em ciências sociais, com os quais a
Fundação trabalhava, como parte principal de seu programa, desde o
fim da segunda guerra mundial.
As mudanças propostas envolviam
1. A reconceitualização da saúde e a doença como processos
sociais.
2. A introdução da educação sexual precoce.
3. O empoderamento das organizações de mulheres para promover os
novos conceitos de saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
4. A transformação dos julgamentos morais e dos valores éticos
pelos quais as decisões reprodutivas são tomadas pelos indivíduos e
pela sociedade.
A nova abordagem, pela qual estimava-se poder finalmente alcançar o
crescimento populacional zero, foi imediatamente adotada pelas
Conferências Mundiais sobre População promovidas pela ONU e
pelo próprio Fundo de Atividades Populacionais da ONU
(FNUAP), que passaram a exigí-las dos países membros como se
fossem obrigações contidas em tratados internacionais de direitos
humanos.
A estratégia, segundo o relatório da Fundação Ford, não
poderia deixar de reconhecer a necessidade de promover o acesso ao
aborto seguro, o que exigiria que a prática fosse enfocada de uma
maneira inteiramente nova, transferindo-a do antigo esquema legal para
o novo paradigma da saúde reprodutiva das mulheres, como está sendo
feito pelo governo Lula que segue a mesma cartilha das Comitês da
ONU e da Fundação Ford, ao qual agora somou-se também a Rede
Globo de Televisão.
Segundo pode-se ler no "REPRODUCTIVE HEALTH: A STRATEGY FOR
1990S", com o qual iniciou-se toda esta nova política,
"O RECONHECIMENTO E O RESPEITO PELOS DIREITOS REPRODUTIVOS, COM OS
QUAIS A CRIMINALIZAÇÃO PENAL DO ABORTO POSSUI UMA RELAÇÃO DIRETA,
É UM OBJETIVO DE LONGO PRAZO ESTABELECIDO PELA FUNDAÇÃO FORD".
O relatório, leitura obrigatória para quem quer entender o que
realmente está acontecendo sobre este tema no Brasil, pode ser
encontrado neste endereço:
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/ford_reproductive_health_strategy.pdf
O modo como as diretivas contidas neste documento foram incorporadas
às política da ONU e do governo Lula, com a finalidade de
promover uma cultura da morte que, mais adiante, inevitavelmente irá
converter-se em uma ditadura da morte, pode ser lido em detalhes no
dossiê preparado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de
Guarulhos e Taubaté, intitulado "CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA
VIDA NO BRASIL", disponível neste endereço:
http://www.promotoresdavida.org.br/arquivos/category/26-apresentaes-do-simpsio-de-biotica?download=76%3Acontextualizao-da-defesa-da-vida-no-brasil
DIFUNDA ESTA MENSAGEM.
EXPLIQUE A SEUS CONTATOS QUE A
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO É
NECESSÁRIA PARA A DEFESA DA VIDA.
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FANTÁSTICO DENUNCIA O ABORTO NO BRASIL
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APRESENTAÇÃO E RESUMO
Domingo à noite, dia primeiro de agosto de 2010, o programa
"Fantástico", transmitido pela Rede Globo de Televisão,
irradiou uma matéria na qual era abordada a questão do aborto
clandestino no país.
Apesar de parecer que o programa tivesse sido elaborado para denunciar
o problema, é importante que o público perceba claramente que a
reportagem nada mais foi do que o apoio, por parte da emissora, ao
projeto do governo Lula, comprometido com interesses internacionais,
de promover o aborto no Brasil.
Esta mensagem explica e fundamenta por que o principal objetivo do
programa não era denunciar a prática do aborto. Não é a primeira
nem a última vez que a mídia e o governo brasileiro tentam promover o
aborto por estes meios. A estratégia utilizada pela Rede Globo foi
elaborada nos anos em 1990 em Nova York pela Fundação Ford,
implementada pela ONU e seguida fielmente pelo governo Lula.
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O ABORTO COMO PROBLEMA DE SAÚDE
PÚBLICA: COMO ENGANAR O POVO
BRASILEIRO
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Na noite do primeiro domingo agosto de 2010, o programa
"Fantástico", transmitido pela Rede Globo de Televisão,
transmitiu uma reportagem na qual eram exibidas cenas tomadas em
clínicas de aborto clandestinas, revelando o envolvimento de policiais
que protegem o crime, a conivência do Conselho Federal de
Medicina, que só pune o médico que pratica aborto em caso de
reincidência, e a permissividade das autoridades que permitem a venda
ilegal de drogas abortivas.
Tentou-se manter pouco visível para o público que este programa
fazia parte de uma série de outros que a Rede Globo vem
apresentando, como o veiculado pelo mesmo Fantástico no dia
10/6/2010, nos quais o aborto é sistematicamente apresentado
como um problema de saúde pública.
É fato conhecido que apresentar o aborto como problema de saúde
pública é a estratégia utilizada pelo nosso governo para promover
não só a legalização do aborto, como também o reconhecimento desta
prática como um direito.
Quando o governo insiste que o aborto deve ser considerado um problema
de saúde pública, o que se quer dizer é que sua prática não mais
deve ser considerada como uma questão de direito penal, o que, dito
em outras palavras, significa o mesmo que sustentar que a prática do
aborto não deve ser proibida por lei. Ora, segundo o próprio
direito, tudo o que não é explicitamente proibido pela lei é direito
dos cidadãos.
É o que fez o governo Lula em 2005, ao reconhecer perante a
ONU, em documento oficial, o aborto como um direito humano das
mulheres e em seguida afirmando-se comprometido a revisar a
legislação punitiva para as mulheres que praticam o aborto, conforme
consta nas páginas nona e décima do "SEXTO INFORME PERIÓDICO DO
BRASIL" apresentado pelo governo brasileiro em agosto daquele ano ao
Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra a
Mulher.
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/cedaw.pdf
É o que fez também o governo Lula ao instalar, em 2005, uma
Comissão Tripartite estabelecida com o propósito, segundo afirma em
documento oficial, "DE EXAMINAR O TEMA DO ABORTO E APRESENTAR UMA
PROPOSTA PARA REVISAR A LEGISLAÇÃO PUNITIVA DO ABORTO". Em parceria
com a ONU, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para
Mulher (UNIFEM) e com o Fundo de População das Nações
Unidas (UNFPA), a Comissão pretendeu demonstrar ao público
"O DESCOMPASSO DO LEGISLADOR BRASILEIRO PERANTE A LEGISLAÇÃO DO
ABORTO E A INCONSTITUCIONALIDADE DA CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO" e
passou a defender não mais a simples legalização do aborto, mas a
própria "INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER CRIMINALIZAÇÃO DO
ABORTO". Como conseqüência dos trabalhos da Comissão
Tripartite, o governo Lula, através da Secretaria da Política
das Mulheres, depois da aprovação pessoal do próprio presidente,
apresentou ao Congresso Nacional o substitutivo do PL
1135/91, cuja relatora e aliada do governo na Câmara veio a
ser a então deputada federal Jandira Feghali, projeto que, em seus
primeiros artigos, DEFINIA O ABORTO COMO UM DIREITO e nos seus últimos
artigos REVOGAVA TODOS OS ARTIGOS DO CÓDIGO PENAL QUE DEFINIAM O
ABORTO COMO UM CRIME, tornando-o com isso, caso o projeto viesse a
ser aprovado, LEGAL DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, DESDE A
CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO, e posicionando o Brasil como a
nova e espetacular referência emergente no cenário internacional na
difusão da Cultura da Morte.
Na realidade, definir o aborto como um problema de saúde pública,
retirando-o da esfera penal, é o primeiro passo para defender e
promover esta prática como um direito, que é o objetivo que realmente
se pretende com esta política.
O governo brasileiro, ao adotar esta postura, entretanto, nada mais
está fazendo do que seguir o relatório programático estabelecido em
1990 pela Fundação Ford, conhecido como "REPRODUCTIVE
HEALTH: A STRATEGY FOR 1990S" (Saúde Reprodutiva, uma
Estratégia para os anos 90), no qual estimava-se que, para
alcançar o crescimento populacional zero, não seria suficiente apenas
a oferta de serviços médicos, mas seria necessário em primeiro lugar
a promoção das mudanças sociais necessárias pelas quais as mulheres
poderiam ser motivadas a não desejar ter filhos o que, segundo a
Fundação, não era um problema que pudesse ser resolvido pela classe
médica, mas pelos especialistas em ciências sociais, com os quais a
Fundação trabalhava, como parte principal de seu programa, desde o
fim da segunda guerra mundial.
As mudanças propostas envolviam
1. A reconceitualização da saúde e a doença como processos
sociais.
2. A introdução da educação sexual precoce.
3. O empoderamento das organizações de mulheres para promover os
novos conceitos de saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
4. A transformação dos julgamentos morais e dos valores éticos
pelos quais as decisões reprodutivas são tomadas pelos indivíduos e
pela sociedade.
A nova abordagem, pela qual estimava-se poder finalmente alcançar o
crescimento populacional zero, foi imediatamente adotada pelas
Conferências Mundiais sobre População promovidas pela ONU e
pelo próprio Fundo de Atividades Populacionais da ONU
(FNUAP), que passaram a exigí-las dos países membros como se
fossem obrigações contidas em tratados internacionais de direitos
humanos.
A estratégia, segundo o relatório da Fundação Ford, não
poderia deixar de reconhecer a necessidade de promover o acesso ao
aborto seguro, o que exigiria que a prática fosse enfocada de uma
maneira inteiramente nova, transferindo-a do antigo esquema legal para
o novo paradigma da saúde reprodutiva das mulheres, como está sendo
feito pelo governo Lula que segue a mesma cartilha das Comitês da
ONU e da Fundação Ford, ao qual agora somou-se também a Rede
Globo de Televisão.
Segundo pode-se ler no "REPRODUCTIVE HEALTH: A STRATEGY FOR
1990S", com o qual iniciou-se toda esta nova política,
"O RECONHECIMENTO E O RESPEITO PELOS DIREITOS REPRODUTIVOS, COM OS
QUAIS A CRIMINALIZAÇÃO PENAL DO ABORTO POSSUI UMA RELAÇÃO DIRETA,
É UM OBJETIVO DE LONGO PRAZO ESTABELECIDO PELA FUNDAÇÃO FORD".
O relatório, leitura obrigatória para quem quer entender o que
realmente está acontecendo sobre este tema no Brasil, pode ser
encontrado neste endereço:
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/ford_reproductive_health_strategy.pdf
O modo como as diretivas contidas neste documento foram incorporadas
às política da ONU e do governo Lula, com a finalidade de
promover uma cultura da morte que, mais adiante, inevitavelmente irá
converter-se em uma ditadura da morte, pode ser lido em detalhes no
dossiê preparado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de
Guarulhos e Taubaté, intitulado "CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA
VIDA NO BRASIL", disponível neste endereço:
http://www.promotoresdavida.org.br/arquivos/category/26-apresentaes-do-simpsio-de-biotica?download=76%3Acontextualizao-da-defesa-da-vida-no-brasil
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O que sei sobre o Universo
Pe. Zezinho, scj
Foi na Igreja Católica que aprendi a contemplar o Universo. Até meus 16 anos eu achava aquilo tudo um monte de estrelinhas cintilantes. Nunca me importei com elas. A leitura de alguns textos bíblicos na liturgia, algumas canções do Movimento Gen, alguns livros de espiritualidade e a fala de pregadores em retiros e missas, foram me enchendo de curiosidade por saber mais sobre aquelas luzes. Não poderiam ser frutos do acaso!
Comecei a mergulhar mais de cheio na Bíblia, sobretudo, no Gênesis e nos Salmos. Dali nasceriam mais tarde uns 200 poemas e canções sobre a criação e sobre ecologia. Gosto, sobretudo, do Salmo 8. É estupendo. Sem maior conhecimento de psicologia, de biologia ou de sociologia, sem luneta nem telescópios, o autor sabia da vastidão do Universo e da profundidade que há num ser humano.
De canto em canto e de prece em prece comecei a agradecer a Deus por morar aqui neste canto da Via Láctea. O que é o homem para que Deus se importe com esse minúsculo ser vivo (Sl 8,4-5), mas inteligente? O que é a minúscula Terra onde moramos, para que Deus tenha feito o que fez por ela, dispondo as rotações e os equinócios de tal forma que ela pega calor e frio com impressionante regularidade? De onde veio a água que temos? Por que a precisão de horas, minutos e dias? Alguém queria a vida aqui! Não foi acaso!
A leitura de escritores de renome e de cientistas insuspeitos na sua busca, levaram-me a ouvir os que não crêem em Deus e nos que o amam e louvam. Todos eles me ensinaram alguma coisa. O ateu confesso Karl Sagan (1920-1984) me ensinou mais sobre Deus do que muita gente religiosa. O que ele me mostrou sobre o Universo me aproximou ainda mais do Deus, em quem ele gostaria de crer (livro:Bilhões e Bilhões). Era certamente mil vezes mais bem informado do que eu, mas o universo que aumentou a minha fé, o deixou perplexo. É que sabia mais do que eu e tinha mais interrogações do que eu. Eu me contentei com o pouco que sabia. Foi suficiente para eu concluir. Respeito as dúvidas dele. Já deve estar satisfeito agora que conhece Deus, porque ele deve ter ido para o céu, de tanto que amou esta obra de Deus.
Não posso julgá-lo. Só sei que o universo o ensinou a amar o ser humano. A mim ensinou a amar também o Criador que ainda não sei como é. Só sei que Ele existe e que não se parece com nada do que já vi. Ele é mais do que tudo o que possamos descrever ou imaginar.
O que sei sobre o Universo é que é gigantesco e desafia todos os estudiosos. Quanto mais descobrimos sobre os bilhões e trilhões de corpos siderais, tanto mais perplexos ficamos. Estamos nos primeiros passos de uma quase infinita estrada de bilhões e bilhões de anos luz. Ou seja: nem sequer começamos...
Sei muito pouco sobre a criação quase infinita e menos ainda sobre o Criador infinito, mas, depois de ler mais de 50 livros sobre o assunto, já sei o suficiente para saber que estou aqui porque Alguém aqui me quis, neste planeta, neste tempo, nesta era e netsa hora...
Como tenho mais de 60 anos, imagino que não tenha muitos anos para desfrutar minha estadia por aqui. Certamente será menos do que os anos que já vivi e nem sempre aproveitei para adorar e louvar o meu Senhor. Mas tenho suficiente humildade para reconhecer que é muito mais o que não sei do que o que sei. E é uma das razões pelas quais sou ecumênico. Minha Igreja não sabe tudo. Mas ela pelo menos admite! (CIC 37).
Sei que um pregador encontra Jesus quando fala como aprendiz e nunca como dono da verdade. Tive a sorte de conhecer professores e pregadores humildes das mais diversas Igrejas cristãs. Eles olhavam para o Universo como eu olho: como aprendizes. Quando eu morrer, se Deus me levar para o seu céu, então saberei como isso tudo era imenso! E saberei que não eram apenas estrelinhas cintilantes... Quem sabe descobrirei que havia vidas inteligentes e seres que louvavam a Deus em algum outro canto da criação!... Um dia, como Paulo, verei isso com clareza e sem as imperfeições da ciência e das Igrejas de hoje (1 Cor 13,12).
Agora, olho pelo telescópio e pelos microscópios e louvo a Deus por ter visto um pouco dos detalhes da sua obra, mas não brinco de escolhido. Ele sabe se me escolheu ou não. Eu apenas tento aprender mais e mais sobre Ele. Ninguém vai me ouvir num púlpito, gritando que nós somos os inteligentes e os escolhidos e os outros todos são cegos. Minha santa mãe, a Igreja Católica, não aceitaria isso! Se outras igrejas aceitam, então elas têm um sério problema de fé e outro de humildade (Rom 2,6)...
www.padrezezinhoscj.com
Comentários para: online@paulinas.com.br
Foi na Igreja Católica que aprendi a contemplar o Universo. Até meus 16 anos eu achava aquilo tudo um monte de estrelinhas cintilantes. Nunca me importei com elas. A leitura de alguns textos bíblicos na liturgia, algumas canções do Movimento Gen, alguns livros de espiritualidade e a fala de pregadores em retiros e missas, foram me enchendo de curiosidade por saber mais sobre aquelas luzes. Não poderiam ser frutos do acaso!
Comecei a mergulhar mais de cheio na Bíblia, sobretudo, no Gênesis e nos Salmos. Dali nasceriam mais tarde uns 200 poemas e canções sobre a criação e sobre ecologia. Gosto, sobretudo, do Salmo 8. É estupendo. Sem maior conhecimento de psicologia, de biologia ou de sociologia, sem luneta nem telescópios, o autor sabia da vastidão do Universo e da profundidade que há num ser humano.
De canto em canto e de prece em prece comecei a agradecer a Deus por morar aqui neste canto da Via Láctea. O que é o homem para que Deus se importe com esse minúsculo ser vivo (Sl 8,4-5), mas inteligente? O que é a minúscula Terra onde moramos, para que Deus tenha feito o que fez por ela, dispondo as rotações e os equinócios de tal forma que ela pega calor e frio com impressionante regularidade? De onde veio a água que temos? Por que a precisão de horas, minutos e dias? Alguém queria a vida aqui! Não foi acaso!
A leitura de escritores de renome e de cientistas insuspeitos na sua busca, levaram-me a ouvir os que não crêem em Deus e nos que o amam e louvam. Todos eles me ensinaram alguma coisa. O ateu confesso Karl Sagan (1920-1984) me ensinou mais sobre Deus do que muita gente religiosa. O que ele me mostrou sobre o Universo me aproximou ainda mais do Deus, em quem ele gostaria de crer (livro:Bilhões e Bilhões). Era certamente mil vezes mais bem informado do que eu, mas o universo que aumentou a minha fé, o deixou perplexo. É que sabia mais do que eu e tinha mais interrogações do que eu. Eu me contentei com o pouco que sabia. Foi suficiente para eu concluir. Respeito as dúvidas dele. Já deve estar satisfeito agora que conhece Deus, porque ele deve ter ido para o céu, de tanto que amou esta obra de Deus.
Não posso julgá-lo. Só sei que o universo o ensinou a amar o ser humano. A mim ensinou a amar também o Criador que ainda não sei como é. Só sei que Ele existe e que não se parece com nada do que já vi. Ele é mais do que tudo o que possamos descrever ou imaginar.
O que sei sobre o Universo é que é gigantesco e desafia todos os estudiosos. Quanto mais descobrimos sobre os bilhões e trilhões de corpos siderais, tanto mais perplexos ficamos. Estamos nos primeiros passos de uma quase infinita estrada de bilhões e bilhões de anos luz. Ou seja: nem sequer começamos...
Sei muito pouco sobre a criação quase infinita e menos ainda sobre o Criador infinito, mas, depois de ler mais de 50 livros sobre o assunto, já sei o suficiente para saber que estou aqui porque Alguém aqui me quis, neste planeta, neste tempo, nesta era e netsa hora...
Como tenho mais de 60 anos, imagino que não tenha muitos anos para desfrutar minha estadia por aqui. Certamente será menos do que os anos que já vivi e nem sempre aproveitei para adorar e louvar o meu Senhor. Mas tenho suficiente humildade para reconhecer que é muito mais o que não sei do que o que sei. E é uma das razões pelas quais sou ecumênico. Minha Igreja não sabe tudo. Mas ela pelo menos admite! (CIC 37).
Sei que um pregador encontra Jesus quando fala como aprendiz e nunca como dono da verdade. Tive a sorte de conhecer professores e pregadores humildes das mais diversas Igrejas cristãs. Eles olhavam para o Universo como eu olho: como aprendizes. Quando eu morrer, se Deus me levar para o seu céu, então saberei como isso tudo era imenso! E saberei que não eram apenas estrelinhas cintilantes... Quem sabe descobrirei que havia vidas inteligentes e seres que louvavam a Deus em algum outro canto da criação!... Um dia, como Paulo, verei isso com clareza e sem as imperfeições da ciência e das Igrejas de hoje (1 Cor 13,12).
Agora, olho pelo telescópio e pelos microscópios e louvo a Deus por ter visto um pouco dos detalhes da sua obra, mas não brinco de escolhido. Ele sabe se me escolheu ou não. Eu apenas tento aprender mais e mais sobre Ele. Ninguém vai me ouvir num púlpito, gritando que nós somos os inteligentes e os escolhidos e os outros todos são cegos. Minha santa mãe, a Igreja Católica, não aceitaria isso! Se outras igrejas aceitam, então elas têm um sério problema de fé e outro de humildade (Rom 2,6)...
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SANTO DO DIA
9 de agosto
Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)
Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica.
Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu esse título a doze mulheres na última metade do século XX.
Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936.
Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia.
Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos.
A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente.
Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a "freira alemã", como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento, e dos demais.
No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.
A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein, "co-Padroeira da Europa", junto com santa Brígida e santa Catarina de Sena.
Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)
Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica.
Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu esse título a doze mulheres na última metade do século XX.
Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936.
Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia.
Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos.
A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente.
Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a "freira alemã", como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento, e dos demais.
No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.
A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein, "co-Padroeira da Europa", junto com santa Brígida e santa Catarina de Sena.
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